segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

ESTADOS DO TEMPO - XVI

Silêncio.
Só.

domingo, 22 de Novembro de 2009

A VIDA EM 91 PÁGINAS

Terminada a leitura de "A Morte de Ivan Ilitch", de Lev Tolstoi, fica na memória um pequeno grande livro.
Trata-se de uma eterna viagem pela vida de um "comum mortal" e que o conduz, como a todos nós, rumo à morte.
Ora Ivan Ilitch é um quadro superior russo, da área da justiça, com família e vida social.
A dada altura, quando apanha pedaços de problemas da sua vida, julga entrar na curva da decadência, corporizada na profissão e nas constantes flutuações resultado da política e dos habituais esquemas "obscuros" do poder e também reflectida no parco rendimento que deixa de se ajustar ao que considera "um modo de vida digno".
Contudo, o crer e o submundo nem sempre muito claro da justiça, por uma vez funcionando a seu favor, acabam por levá-lo de novo ao topo, subindo com isso a sua condição social e a "dedicação da família", já que esta, face ao ameaçador desmoronar da situação anterior, já o estava a desprezar, digamos.
Ivan Ilitch entusiasma-se de tal forma com a sua nova condição que tudo nele é força, crer e querer.
Constrói, quase peça a peça a sua nova casa, aquele com que sempre sonhou e que sempre quis oferecer á família e amigos.
Um dia, num bricolage do seu futuro escritório cai.
Não ligou muito à queda. Coisa simples, uma queda. Uma queda de que se ergueu de pronto.
Contudo, a queda provocou lesões que, paulatina e silenciosamente foram desenhando a morte de Ivan Ilitch.
Da glória e do sucesso, familiar, social e económico, prefigura-se, ao longo da sua agonia, o desmoronar de toda uma construção alicerçada no conforto material que nunca consegui tapar as suas verdadeiras carências, aquelas que nenhum dinheiro ou estatuto compra.
Ivan Ilitch acaba numa morte dolorosa, errante entre médicos, entre os seus medos, anseios, esperanças e humilhações.
Uma morte cujo rosto é o de milhões de mortos, de milhões de pessoas, ontem, hoje e sempre. E prova como tudo é tão frágil e efémero...
Lev Tolstoi, escreveu sobre a vida em 91 páginas, num livro que fala, ironicamente, da morte.

sábado, 21 de Novembro de 2009

JORGE FERREIRA - RIP

Não posso deixar passar em claro a morte de Jorge Ferreira, um dos bloggers que mais li e sempre com enorme agrado, pese embora nem sempre de acordo, fosse pela política, fosse pela cousa da bola.
Era senhor de uma fina ironia e de uma perspicácia invulgares.
A blogosfera fica (muito) mais pobre!

Nota: Tinha previsto escrever sobre a leitura (terminada) de Lev Tolstoi - "A morte de Ivan Ilitch"...
Fica para amanhã, por razões óbvias.

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

ESTADOS DO TEMPO - XV (4ª Feira em imagens)

07:15h

07:45h

13:00h

Algum do "progresso" desta terra, faz-se, como (também) no continente, à custa da sementeira descontrolada de blocos de apartamentos, que transfiguram negativamente a paisagem e, "curiosamente", estão cheios de apartamentos vazios...
Seja como for, congratulo-me por não ser possível construir nas Ilhas Desertas...

17:30h

Fim de tarde a descer rumo ao mar. A via rápida - a "auto-estrada" de cá - rasga as distâncias, alheia à paisagem.


17:50h

Chegada à beira mar. Um mar calmo, com ondas de brincar. Uma atmosfera quieta, feita de calma, de tons amarelos, das omnipresentes Ilhas Desertas onde, congratulo-me de novo, ainda não é possível construir...

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

MÃO CHEIA DE CURTAS

1 - Sou um dos (12) portugueses que não ficou convencido com o "feito" de ontem na Bósnia.
2 - Ainda não sei onde está o Presidente da República.
3 - Sócrates ainda é Primeiro-Ministro
4 - Rio-me quando penso em Carvalhal e no Sporter ao mesmo tempo.
5 - Tenho saudades de ver passar Comboios.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

ONDE ESTARÁ?


Onde está o Presidente da República?
Lembro-me de ter votado nele, lembro.
Lembro-me também de o ver pelo país, comunicando preocupações, discursando datas, cortando fitas, coisas "normais" num presidente...
...Mas votei nele, sinceramente convencido que ele iria exercer com clareza as suas funções, sobretudo nas situações complicadas, já que ele, quanto a mim, era(?) um dos restantes afloramentos de dignidade e honestidade na classe política.
Não sei se me enganei... Não quero confundir o seu "desaparecimento" com desilusão... Pelo menos nesse aspecto.
Se calhar vou continuar à espera para tentar perceber por que votei nele...
Entretanto, como é óbvio, o país apodrece de sorriso largo na cara.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

ESTADOS DO TEMPO - XIV

Hoje, 10:45h, em contraste com ontem...

No mesmo local, à mesma hora.
Nada como um dia atrás do outro.
Pessoalmente, cumprem-se hoje 10 anos sobre uma data que me mudou a vida.
O caminho teve e tem muitos espinhos. Mas continua a fazer-se.
Todos os dias...

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

ESTADOS DO TEMPO - XIII


Foto obtida há 5 minutos (10:45h).
Parece não haver mar e céu. Confundem-se ambos pelo cair de uma chuva miudinha, aborrecida, deprimente, que veste os lugares e as coisas de um cinzento triste...
Depois de tantos dias de sol, cujo calor não lembra Outonos, eis que o tempo se mostra de acordo com a "estação"...
Bom dia e Boa semana!

domingo, 15 de Novembro de 2009

LEITURAS


Ando a ler Lev Tolstoi - "A morte de Ivan Ilitch".
No pouco que ainda li, fiquei com a sensação que as suas humildes 91 páginas, valerão mil novos romances dos novos "escritores" da moda.
Quando o acabar, confirmá-lo-ei aqui.
Boa semana!

sábado, 14 de Novembro de 2009

TREINADOR DE MATRECOS - O Reflexo


O jogo da selecção portuguesa contra essa potência do futebol Bósnio que é a sua selecção, foi bem o reflexo do que é Portugal, como nação, neste momento.
Para quem viu o jogo, dispensam-se desenhos...
Para quem não viu, tanto melhor. Perdeu um deprimente espectáculo de incapacidade em certas alturas e noutras, de desperdício e parcimónias várias na hora da verdade.
Ganhámos com aquela sorte a que, vulgarmente, se chama mijo.
Costuma lavar-se de balde e esfregona...

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

OUTROS (MAUS) ESTADOS


Cresce, cada dia que passa, a minha desilusão perante este país que se escangalha aos bocados, de sorriso parvo no semblante.
A justiça e os seus caminhos, demasiadas vezes de mão dada com a política e seus fazedores, tratam de nos levar a todos para nenhures.
Como pode um cidadão sentir-se medianamente motivado se o que anda por aí fora, na boca de jornais, politólogos e outras inteligências é uma espécie de caos legitimado, onde uns quantos se embrulham com alguns, num lodaçal que não se recomenda?
Não pode. Não anda.
Bom dia e boa sorte!

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

ESTADOS DO TEMPO - XII

Hoje, 07:15h...

...07:35h

...09:30h

Mais um dia de Outono madeirense...
Bom dia!

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

ESTADOS DO TEMPO - XI (Tempo não de castanhas)



Duas imagens do nascer do dia, hoje, (pelas 07:30-07:45h) sobre as Ilhas Desertas. Estão separadas por 10-15 minutos da primeira para a segunda.
Anunciam mais um dia sem chuva e com a temperatura a rondar os 25-26ºC.
Quando se desce ao Funchal, com a cidade a fervilhar turistas
(vomitados por luxuosos paquetes)
e de funcionários públicos de gravata eles e belos atavios elas, percebemos que estamos num local em que as castanhas de S. Martinho não se enquadram.
Escrevo-vos de manga curta e calções, forma que encontro para tornear os 24ºC que estão lá fora
(vejo gente a tomar banhos de mar)
e que me entram pela porta da varanda.
Não comi castanhas ainda.
(é um tempo não de castanhas)
Castanhas pedem frio, vento, eventualmente chuva, condimentos que me habituei a conciliar em Coimbra, por exemplo, onde uma ida à baixa da cidade no Outono, grita por uma dúzia de castanhas embrulhadas em papel de jornal, comigo embrulhado em roupa de dupla camada e um ou outro espirro arrepiado.
Aqui não.
Já pensei em comprar um dúzia de castanhas, quentes e ir a correr para a montanha, onde estão 12 ou 13 graus...
(lá sim, mais tempo de castanhas)
Mas não. Quando lá chegasse, já as castanhas não eram nem quentes, nem boas!...
Aqui, é um tempo não de castanhas!

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

SAUDADES DE COIMBRA


Coimbra é uma cidade incontornável.
É impossível estar longe dela muito tempo.
Hoje é uma cidade de contrastes. Por um lado, é uma urbe decadente, cuja decadência é mágica. Faz lembrar filmes que pelo seu arrasto no ecrã se tornam marcantes e, por vezes, filmes de uma vida!...
Coimbra é assim.
É também uma cidade que vai cruzando alguma modernidade, aquela que lhe mantém uma chama acesa e que nos prende a ela, mesmo estando longe...
Sinto falta dos sons de Coimbra, do frio, do calor, do vento a varrer as ruas, o matinal nevoeiro do Mondego, os fabulosos fins de tarde outonal à beira rio, os comboios a apitar no centro e na velha Coimbra B, do trânsito na Fernão de Magalhães, na Casa do Sal, na Solum, no Vale das Flores, do constante vai-e-vem de ambulâncias rumos aos hospitais...
Saudades da cidade da saudade!

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

ESTADOS DO TEMPO - X


Dois raios de sol numa manhã cinzenta!
Bom dia!