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NOJO. ZERO. NÃO

Publicado por António Luís | Marcas | Publicado em 5.9.09

Este estado patético a que chegou a luta e a acção política em Portugal resumem-se, para mim a três simples palavras.

NOJO. É isto o que sinto quando me lembro da maioria dos políticos, é por isto e por tudo o que não passa para o interesse e a volúpia mediática da comunicação social, agora e cada vez mais rendida aos interesses, sejam políticos sejam económicos, que sou um dos potenciais votantes em branco. Não me revejo em nenhum dos candidatos. Todos eles, ou quase, esgotam o seu argumentário em palavras e promessas cheias de nada, ideias rendidas a coisa nenhuma, babadas de números e percentagens, fora do país, fora do mundo. Não consigo acreditar numa letra dos discursos, dos desmentidos, das acusações, das defesas. ZERO. É o crédito que dou a esta gente. Nada é o que espero da sua acção. Coisa nenhuma é o que me suscita todo este desfile de palermices e vacuidades. As mil ideias dos "programas" são como pneus recauchutados. Bonitos, parecem novos, mas à primeira travagem revelam o que são. Fracos e perigosos. NÃO.

Comentários (2)

  1. Apesar de teres razão na análise que fazes acerca dessa forma de fazer política, não podemos viver sem democracia e, a única forma de vermos alterados os contornos com que actualmente se nos apresenta, só votando é que conseguimos altera esse recorrente "status quo". Porém, não poderemos esquecer que "quem muda são os porcos, porque a masseira é sempre a mesma".

  2. É óbvio que a democracia é intocável.
    Contudo, ela não se revê, certamente, nestes "desmandos" encapotados, nestes tiques "suspeitos", neste clima podre e pantanoso,
    É isto que me mete Nojo. É isto que é Zero. É a isto que digo Não.
    No dia 27, não deixarei de votar, claro, mas não passarei cheques em branco a ninguém!

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