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NÃO DAR MUITOS SARAMAGOS AOS COELHOS

Publicado por António Luís | Marcas , | Publicado em 22.10.09

Em criança, lá em casa, chegámos a criar coelhos. Umas duas dezenas, mais ou menos. A coisa era caseira e feita à guisa de passatempo. Os bichos eram alimentados com pouca ração e muito pasto, que eu, metódica e diariamente apanhava. Ao fim de semana tinha que apanhar em dobro, ou seja, uns 3 ou 4 sacos de 50 kg... A partir do Outono e com as primeiras chuvas, surgiam pelos campos, muitas plantas a que chamávamos "Saramagos". Vistosas, algumas delas enormes. A sua presença impunha um respeito de monges. Acontece que, na sua sapiência, o meu pai me alertava constantemente que não deveria colher muitos Saramagos para os coelhos, pois a a sua ingestão em excesso pelos peludos bichinhos os punha a "cagar de esguicho" o que, obviamente, era prejudicial para a sua saúde e consequentemente para a qualidade da produção. Portanto, o Saramago é uma planta vistosa, chega a dar flor, mas... Vamos com calma. Aquilo faz "cagar fininho". Aliás, o Saramago é uma planta com familiaridades com os nabos que, como se sabe, comidos em excesso, soltam também a tripa nos humanos. Achei por bem deixar aqui esta experiência de vida, factual, que pode ajudar na compreensão face a uma certa actualidade em que o Saramago surge como uma espécie de planta voraz, espalhando-se por todo o lado, sem que alguém solte o alarme que, tal como os nabos consumido sem excesso, faz os coelhos e os humanos "cagar de fininho".
Nota 1: Este blogue é livre e portanto, o vocábulo "cagar" é admissível. Nota 2: Também tenho histórias com a Bíblia que tenciono contar um dia, por uma questão de "equilíbrio intelectual..."!

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