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DOER

Publicado por António Luís | Marcas | Publicado em 31.8.10

Os incêndios florestais são, na sua essência, sempre maus. 
Mas, aqui na Madeira, sabendo-se da natural vulnerabilidade de um pequeno rochedo no meio do oceano, o "fenómeno" assume proporção angustiante.
Há um património natural a destruir-se e que acarretará enormes prejuízos ambientais, que são muito mais perniciosos do que todos os euros envolvidos nas perdas e que os gabinetes políticos tratarão, em breve de zurzir.
Trata-se do bem-estar comum de quase 300 mil pessoas que aqui vivem e/ou passam alguns anos das suas vidas.
Quando ouço/leio que há gente a incendiar a floresta em sítios onde apenas meios aéreos poderão combater os fogos, assiste-se com uma esmagadora impotência à cavalgada das chamas em locais absolutamente únicos e paradisíacos, sem que nada ou ninguém o impeça.
Hoje, o céu da ilha este coberto por uma fina nuvem de fumo acastanhado, embrulhado em invulgares 30ºC e que lembram a substância uma sinistra frase que li, com perplexidade há alguns tempos...
"Toda esta destruição paulatina do Planeta e das suas estruturas mais perenes, tem como propósito construir a ideia de que, em breve, o grau de destruição fará com que não tenhamos pena do colapso global, levando até a que o desejemos!"...

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