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VERÃO .X (6)

Publicado por António Luís | Marcas , | Publicado em 29.8.10

Verão .11 - Regresso da Bola

A bola “a doer” regressou com um Benfica-Porto. No registo do costume.
Já coloquei a paciência em banho-maria que pelo arranque do “comboio” a coisa promete.
A nação vermelha, ainda aturdida  pelo foguetório da vitória no último campeonato, lá teve que caír na habitual realidade secundária.
Secundária porque são os tripeiros que vão na frente.
Habituem-se!


Comboio Regional Souselas-Aveiro – 11.08.2010
 

Verão .12 - Porto com sentido

Gosto de vir ao Porto.
Cada vez que cá venho mais aprecio esta cidade que, sem desprimor para outras, é a mais europeia das urbes nacionais.
O cinzento do seu casario e as suas neblinas são absolutamente inigualáveis e é isso que torna a cidade no que ela é e tem de bom.
Estranhamente, o dia hoje trocou as voltas e apresenta um calor invulgar, 34ºC e um vento seco que varreu a neblina para o mar
À cidade em si, noto-a mais limpa, mais ordenada, mais tratada. E a mistura entre o novo e o velho assenta-lhe bem.
O seu edil, Rui Rio, adore-se ou deteste-se a figura e o seu estilo, transformou a cidade. Não precisou de andar a lamber as botas aos poderes paralelos - leia-se ao sr. Pinto da Costa, nem andaram por aí a transformá-lo no "super-autarca" como fizeram com Fernando Gomes, com os  resultados que anos depois se viram...
Em suma, o Porto sobrevive intacto e com garbo, fazendo-nos ter orgulho numa das mais belas cidades do país, mesmo não sendo de cá.


Porto - 12.08.2010

Comentários (1)

  1. Mulher,
    De olhar penetrante,
    Tal que nos fere a vista;
    Toque suave, que nos arrepia;
    Paladar frutado, que não nos sai da boca;
    Perfume intenso, que inalamos,
    Até o sentir entranhado na pele.

    Mulher fecunda, de vida,
    De coração grande, vermelho, forte;
    Coração que rebenta, ao pé da boca.

    Por mim não me importa,
    Tudo o que de mal possam dizer de ti;
    Gosto da tua pedra, de toque frio e áspero,
    Das tuas cores berrantes ou cinzentas,
    O oiro do teu rio feito mar,
    Do teu ar,
    Das pessoas, e da sua estranha forma de ser.

    Ser do Porto.

    Autor: 5513
    Pub. algures ...

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